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Wegovy em comprimido: Anvisa aprova dose de 25 mg ao dia para obesidade; preço não foi informado

Resposta rápidaA Anvisa aprovou em 4 de novembro de 2026 o Wegovy em comprimido, pela Resolução 4.249/2026. É o primeiro agonista de GLP-1 oral aprovado no país para obesidade. A indicação vale para adultos com IMC a partir de 30, ou de 27 a menos de 30 com ao menos uma comorbidade. O preço não foi informado nas fontes consultadas até 7/11.
Neste artigoO que a Anvisa aprovouPara quem valeComo é o uso previstoO que o estudo mediuO que ainda não se sabeComo evitar produto irregularPerguntas frequentesFontes

O que a Anvisa aprovou

A Anvisa aprovou em 4 de novembro de 2026 o registro do Wegovy (semaglutida) em comprimidos. O ato é a Resolução 4.249/2026, publicada no Diário Oficial da União.

Até aqui, o Wegovy só existia no Brasil como injeção. Segundo a agência, esta é a primeira versão oral de um agonista de GLP-1 aprovada no país para obesidade.

Para quem vale

Duas situações entram na indicação, sempre em adultos:

  • obesidade, com IMC igual ou superior a 30;
  • sobrepeso, com IMC de 27 a menos de 30, somado a pelo menos uma comorbidade relacionada ao peso.

A Anvisa diz que o uso é associado a dieta de baixa caloria e atividade física. Quem não se encaixa nesses critérios fica fora da indicação aprovada.

Como é o uso previsto

O comprimido é diário e a dose sobe aos poucos. Começa em 1,5 mg, passa para 4 mg e 9 mg e chega à manutenção recomendada de 25 mg.

A nota também descreve o modo de tomar: em jejum, com um pouco de água, esperando ao menos 30 minutos antes de comer, beber ou usar outros remédios.

Por que a dose é tão maior que a da caneta, de 2,4 mg por semana? O BP Money explica que o organismo absorve só uma pequena parte da semaglutida durante a digestão. O texto informa ainda que o medicamento exige prescrição.

O que o estudo mediu

A aprovação se baseou no estudo de fase 3 OASIS 4, com 64 semanas de acompanhamento. Segundo a Anvisa, o grupo tratado com 25 mg perdeu, em média, mais de 13 por cento do peso. O BP Money detalha: 13,6 por cento, contra 2,2 por cento no grupo placebo.

Um cuidado na leitura desses números. O estudo comparou o comprimido com placebo, não com a caneta. Por isso, conforme o BP Money, ele não comprova equivalência entre as duas apresentações.

O que ainda não se sabe

Duas respostas faltam para quem pretende comprar. A primeira é o preço, que as fontes consultadas não informam até 7 de novembro. A segunda é a data: o BP Money relata que a Novo Nordisk espera levar o produto às farmácias no próximo trimestre, sem dia definido.

Também não há, nessas fontes, informação sobre oferta no SUS ou cobertura pelos planos. Para entender como essas decisões funcionam com as canetas, veja o guia sobre caneta para diabetes ou obesidade no plano e no SUS.

Como evitar produto irregular

Se aparecer anúncio do comprimido antes da chegada às farmácias, confira o produto antes de comprar. O passo a passo está no guia sobre remédio ou suplemento falso.

Esta notícia informa sobre a decisão regulatória e não substitui avaliação médica. Só o profissional que acompanha o paciente pode dizer se o tratamento é indicado.

Perguntas frequentes

Quem pode usar, segundo a aprovação?

Adultos com IMC igual ou superior a 30, ou de 27 a menos de 30 com pelo menos uma comorbidade ligada ao peso, junto com dieta de baixa caloria e atividade física.

Já está nas farmácias?

Segundo o BP Money, a Novo Nordisk espera a chegada no próximo trimestre. Até 7/11/2026, as fontes consultadas não traziam data exata nem preço.

Qual é a dose?

Pela nota da Anvisa, um comprimido por dia, com aumento gradual de 1,5 mg para 4 mg e 9 mg, até a manutenção recomendada de 25 mg.

É o mesmo que o Rybelsus?

Os dois têm semaglutida oral, mas o BP Money informa que o Rybelsus é indicado para diabetes tipo 2. O Wegovy em comprimido foi aprovado para obesidade e sobrepeso com comorbidade.

Dá para trocar a caneta pelo comprimido?

A Anvisa diz que a troca entre as formas oral e injetável pode ocorrer quando for clinicamente apropriado, seguindo a bula.

O plano de saúde ou o SUS vão pagar?

As fontes sobre a aprovação não tratam disso. Até 7/11/2026, elas não trazem informação sobre oferta no SUS nem cobertura pelos planos.

Fontes

Revisão jurídica: Matheus Lorenzen do Amaral, advogado (OAB/RS 90.061 e OAB/SC 74.552), Araranguá/SC.
Atualizado em 7 de novembro de 2026. Conteúdo informativo, sem consultoria individual e sem oferta de serviços.

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