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SUS: consulta sobre riociguate e transplante para Hodgkin termina em 10/11; veja como enviar opinião

Resposta rápidaA Conitec tem quatro consultas públicas sobre tecnologias no SUS. Riociguate e transplante de doador não aparentado para linfoma de Hodgkin recebem opiniões até 10 de novembro de 2026. Vutrisirana vai até 17/11, e odevixibate abre em 9/11 e vai até 30/11. Só o transplante teve recomendação inicial favorável. O formulário está no Brasil Participativo.
Neste artigoOs prazos, um por umO que pesou em cada casoComo participarPor que o relato contaPerguntas frequentesFontes

Os prazos, um por um

Os prazos variam: os primeiros terminam em 10/11, daqui a três dias, e o último em 30/11. A Conitec, comissão que assessora a incorporação de tecnologias no SUS, mantém quatro consultas abertas ou prestes a abrir (dados da página oficial em 7/11/2026):

ConsultaTecnologiaPara quemRecomendação inicialPrazo
105RiociguateHipertensão pulmonar tromboembólica crônicaNão incorporar22/10 a 10/11
106Transplante alogênico de doador não aparentadoLinfoma de Hodgkin recidivado ou refratárioIncorporar22/10 a 10/11
107Vutrisirana sódicaAdultos com amiloidose hereditária por transtirretina com polineuropatia em estágio INão incorporar29/10 a 17/11
108OdevixibatePrurido colestático da síndrome de AlagilleNão incorporar9/11 a 30/11

O que pesou em cada caso

Riociguate. O público são adultos que não podem fazer tratamento intervencionista ou que seguem com doença residual depois de angioplastia pulmonar por balão. O comitê reconheceu a falta de remédio específico no SUS para esse grupo. Pesaram contra as limitações das evidências, as incertezas sobre o longo prazo e o elevado impacto orçamentário.

Transplante para Hodgkin. Foi o único com recomendação inicial favorável. O comitê citou a necessidade de alternativas para pacientes criteriosamente selecionados, com indicação individualizada e em centros especializados, apesar de incertezas nas evidências clínicas e econômicas.

Vutrisirana. Não há estudos que comparem o remédio diretamente com o tafamidis, já disponível no SUS. Por isso, segundo o relatório, não foi possível saber com clareza se oferece mais benefício. O maior custo também foi considerado.

Odevixibate. O estudo mostrou redução da coceira e dos ácidos biliares no sangue, com melhora de aspectos do sono. O comitê apontou poucos participantes, acompanhamento curto e falta de prova de que o remédio evite ou adie o transplante de fígado. A proposta de acordo de acesso apresentada pela empresa foi considerada insuficiente.

Como participar

São três passos:

  • abra a página de consultas vigentes da Conitec;
  • leia o relatório para a sociedade, escrito em linguagem mais simples, ou o relatório técnico;
  • preencha o formulário da consulta, que redireciona ao Brasil Participativo.

Os formulários por consulta são estes: CP 105, CP 106, CP 107 e CP 108, este a partir de 9/11.

Por que o relato conta

Os relatórios reservam uma seção à perspectiva do paciente, embora no do transplante conste que não houve participação. No relatório do odevixibate, por exemplo, uma participante conta que o filho obteve o remédio por via judicial contra o convênio e diz que a oferta pelo SUS evitaria essa necessidade. Depoimentos assim ficam registrados, mas não garantem a incorporação.

Sobre os três remédios, a página sobre medicamento de alto custo explica os caminhos existentes no plano e na rede pública.

Perguntas frequentes

A recomendação da Conitec já é a decisão final?

Não. Os relatórios falam em recomendação inicial, e o assunto está em consulta pública para receber opiniões, sugestões e críticas da sociedade.

Quem pode enviar contribuição?

Os relatórios falam em contribuições da sociedade. Cada consulta tem formulário próprio, indicado na página de consultas vigentes da Conitec, que redireciona ao Brasil Participativo.

Por que a Conitec foi contra o riociguate?

Citou limitações das evidências, incertezas sobre o benefício no longo prazo e sobre a avaliação econômica, além do elevado impacto no orçamento do SUS.

Por que foi a favor do transplante?

Considerou a necessidade de alternativas para pacientes criteriosamente selecionados, com indicação individualizada e realização em centros especializados, apesar de incertezas nas evidências.

Quando abre a consulta do odevixibate?

Em 9 de novembro de 2026, com término em 30 de novembro, segundo a página da Conitec e o relatório para a sociedade.

Fontes

Revisão jurídica: Matheus Lorenzen do Amaral, advogado (OAB/RS 90.061 e OAB/SC 74.552), Araranguá/SC.
Atualizado em 7 de novembro de 2026. Conteúdo informativo, sem consultoria individual e sem oferta de serviços.

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