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Mpox no Rio: estado recebe mais 2 mil doses de vacina e já soma 218 casos em 2026

Resposta rápidaO Ministério da Saúde informou em 4 de novembro de 2026 que enviou mais 2 mil doses da vacina contra mpox ao Rio de Janeiro, que chega a 3,5 mil doses recebidas no ano. O estado soma 218 casos em 2026. A prioridade é de pessoas com HIV e CD4 abaixo de 100 células/mm³, em duas doses com 28 dias de intervalo. A vacina não é aplicada em massa.
Neste artigoO que o ministério anunciouQuantos casos existemQuem tem prioridade na vacinaE quem teve contato com um caso?Como a mpox passa e quando procurar atendimentoPerguntas frequentesFontes

O que o ministério anunciou

O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira, 4 de novembro de 2026, que mandou mais 2 mil doses da vacina contra mpox para o estado do Rio de Janeiro. Com essa remessa, o Rio recebeu 3,5 mil doses neste ano.

Quem distribui as doses aos municípios é a Secretaria de Estado de Saúde. A aplicação fica com as secretarias municipais. O ministério disse que pode mandar mais doses, conforme a necessidade informada pelo estado.

Quantos casos existem

Segundo o ministério, o Rio registrou 218 casos de mpox em 2026. No Brasil, são 665 casos confirmados no ano até agora.

O ministério compara esses números com 2022, ano do grande surto. Naquele ano, o país passou de 10 mil casos e o Rio teve cerca de 1,3 mil. Pelos cálculos do órgão, a queda é de 94 por cento no país e de 84,2 por cento no estado.

Quem tem prioridade na vacina

A vacina contra mpox não é aplicada em massa. Duas coisas definem quem recebe.

A primeira é o risco de a doença ficar grave. Por isso, a prioridade é de pessoas vivendo com HIV/aids que têm contagem de linfócitos CD4 abaixo de 100 células/mm³. O esquema tem duas doses, com 28 dias de intervalo. O paciente se cadastra no Centro de Referência que já o acompanha e depois agenda a vacinação.

A segunda é a sobra de doses. Se sobrarem, o ministério indica vacinar:

  • pessoas com HIV/aids e CD4 abaixo de 200 células;
  • usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP);
  • profissionais de laboratório que manipulam amostras de mpox.

E quem teve contato com um caso?

Há também a vacinação depois do contato com alguém doente, que depende de avaliação da vigilância em saúde. Segundo o ministério, o melhor é vacinar nos primeiros 4 dias após o contato. Até o 14º dia ainda dá para vacinar, mas a proteção contra a infecção é menor. Nessa fase, o objetivo passa a ser reduzir o risco de a doença se agravar.

Quem teve contato próximo com caso suspeito ou confirmado deve procurar o serviço de saúde para essa avaliação. Lá recebe orientação sobre os sinais a observar: lesões na pele, febre e aumento dos linfonodos.

Como a mpox passa e quando procurar atendimento

Pela página do Ministério da Saúde, a transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões de pele e secreções e por objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis. Os sintomas costumam aparecer de 3 a 16 dias após o contato, mas esse prazo pode chegar a 21 dias. A maioria dos casos é leve ou moderada.

Para prevenir, o ministério recomenda:

  • evitar contato direto com pessoas doentes;
  • não compartilhar objetos pessoais;
  • lavar as mãos e limpar superfícies;
  • cumprir o isolamento indicado por quem atende o caso.

Quem tem lesões ou erupções na pele deve procurar uma unidade de saúde. Este texto é informativo e não substitui avaliação médica. Para saber se você está em um grupo prioritário, procure a unidade de saúde ou o serviço que acompanha o seu tratamento.

Perguntas frequentes

Quem pode tomar a vacina contra mpox no Rio?

A prioridade é de pessoas vivendo com HIV/aids com CD4 abaixo de 100 células/mm³. Doses que sobrarem vão para quem tem CD4 abaixo de 200, usuários de PrEP e profissionais de laboratório que manipulam amostras de mpox.

Onde a pessoa com HIV se vacina?

Segundo o ministério, a pessoa se cadastra no Centro de Referência que já a acompanha e depois agenda a vacinação.

Quantas doses são necessárias?

Duas, com intervalo de 28 dias, segundo o Ministério da Saúde.

Tive contato com alguém com mpox. Posso me vacinar?

A vacinação pós-exposição depende de avaliação da vigilância em saúde. O ideal é nos primeiros 4 dias após o contato; até 14 dias ela ainda pode ser feita, mas protege menos contra a infecção.

Quais sinais pedem atendimento?

Lesões ou erupções na pele, febre e ínguas (linfonodos inchados). Quem tiver esses sinais deve procurar um serviço de saúde.

Fontes

Revisão jurídica: Matheus Lorenzen do Amaral, advogado (OAB/RS 90.061 e OAB/SC 74.552), Araranguá/SC.
Atualizado em 4 de novembro de 2026. Conteúdo informativo, sem consultoria individual e sem oferta de serviços.

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