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Servidor da UFSC: edital mantém coparticipação de 50 por cento e sobe mensalidade em 1,77 por cento

Resposta rápidaA UFSC publicou em 6 de novembro de 2026 o edital do novo plano de saúde de servidores, segundo a Apufsc-Sindical. O pregão abre em 23 de novembro, para contrato a partir de 3 de dezembro. As mensalidades sobem 1,77 por cento, e a coparticipação segue em 50 por cento, com teto de R$ 200 por procedimento. A operadora ainda será escolhida.
Neste artigoO que mudou em 6 de novembroQuanto muda no boletoA disputa sobre os 50 por centoO que ficou isento e como fica a carênciaO que fazer agoraPerguntas frequentesFontes

O que mudou em 6 de novembro

Quem tem o plano de saúde da UFSC ganhou uma data no calendário. Segundo a Apufsc-Sindical, o aviso do Pregão 349/2026 saiu no Diário Oficial da União em 6 de novembro, com recebimento de propostas a partir das 8h. O certame abre em 23 de novembro, às 8h30.

O contrato previsto é de R$ 154.499.976,12, para 13.265 vidas, com início em 3 de dezembro de 2026. Uma ressalva sobre as fontes: valor e datas de abertura constam do aviso e do edital. Os demais dados são relatados pela Apufsc, sindicato de docentes com posição crítica ao edital. Não localizamos nota da UFSC sobre o assunto até esta publicação, e o nome da nova operadora só sai depois da licitação.

Quanto muda no boleto

As mensalidades sobem 1,77 por cento em todas as modalidades e faixas etárias e ficam fixas por 12 meses. Depois, o reajuste passa a ser anual, baseado na sinistralidade, com meta de 75 por cento.

A entidade dá dois exemplos, para quem tem mais de 59 anos e plano sem assistência odontológica:

ModalidadeHojeCom o edital
Estadual EnfermariaR$ 1.183,44R$ 1.204,39
Nacional ApartamentoR$ 1.837,13R$ 1.869,65

A entidade marca o segundo exemplo como valor sem subsídio e o primeiro como "valor em subsídio", sem detalhar a expressão. Confira a linha do seu plano.

A disputa sobre os 50 por cento

O ponto de atrito é a coparticipação. O edital mantém 50 por cento do valor de referência, com teto de R$ 200 por procedimento. A tabela segue a do contrato atual, com 2.442 procedimentos.

A Apufsc diz ter defendido limite de 30 por cento, além da revisão da tabela. Nenhum dos dois pedidos entrou. Segundo a entidade, o pró-reitor Paulo Eduardo Botelho citou o prazo curto, a pesquisa de mercado e o levantamento de preços como obstáculos para rever esses pontos.

A diretoria também cobra explicações porque, segundo ela, o termo de referência saiu sem seu conhecimento, depois que a Portaria 89/2026 retirou seus representantes da comissão. Do outro lado, segundo a Apufsc, o secretário de Comunicação da UFSC, Aureo Moraes, atribuiu a exclusão a uma inconsistência formal: um dos representantes é aposentado, e o outro não é servidor da universidade.

A entidade relata ainda pedido de desculpas do pró-reitor e dois pedidos atendidos: uma cláusula contra o fracionamento de procedimentos e a ampliação do conceito de dependente.

O que ficou isento e como fica a carência

Ficam fora da coparticipação, de acordo com a Apufsc:

  • internações, inclusive UTI, com exceção da psiquiátrica depois de 30 dias;
  • quimioterapia, radioterapia e hemodiálise;
  • parto normal e cesariana, ultrassonografia obstétrica;
  • papanicolau e mamografia;
  • telemedicina e telessaúde.

Sobre carência, a entidade relata três pontos. Quem migrar do contrato atual não cumpre carência. Novos servidores têm isenção se aderirem em até 30 dias do início do contrato. Recém-nascidos e adotados, se inscritos em até 30 dias. A operadora também deve garantir a continuidade dos tratamentos em andamento.

O que fazer agora

Duas coisas valem para quem está no plano. A primeira é conferir sua modalidade nas tabelas publicadas pela Apufsc e no edital. A segunda é acompanhar o resultado do pregão, porque a troca de operadora pode mudar a rede.

Para entender os limites da cobrança, veja o guia sobre coparticipação e franquia.

Perguntas frequentes

Quem o novo contrato pretende atender?

Servidores ativos e aposentados da UFSC, dependentes e pensionistas, além de procuradores federais da AGU em Santa Catarina e servidores do Instituto Federal Catarinense abrangidos pelo Contrato 179/2025, segundo a Apufsc.

Quando o contrato atual termina?

O contrato emergencial com a Unimed termina em 2 de dezembro de 2026, e o novo tem início previsto para 3 de dezembro, de acordo com a Apufsc.

Quem migrar terá nova carência?

Segundo a Apufsc, os beneficiários migrados do contrato atual não cumprem carência, e a operadora deve garantir a continuidade dos tratamentos em andamento.

Qual o teto da coparticipação?

R$ 200 por procedimento, com base em 50 por cento do valor de referência. A tabela tem 2.442 procedimentos, a mesma do contrato atual, segundo a entidade.

O que não paga coparticipação?

A lista divulgada inclui internações (com exceção da psiquiátrica depois de 30 dias), quimioterapia, radioterapia, hemodiálise, partos, ultrassom obstétrico, papanicolau, mamografia e telessaúde.

Como será o reajuste depois do primeiro ano?

Anual, baseado na sinistralidade, com meta de 75 por cento, segundo a Apufsc. Nos primeiros 12 meses, as mensalidades ficam fixas.

Fontes

Revisão jurídica: Matheus Lorenzen do Amaral, advogado (OAB/RS 90.061 e OAB/SC 74.552), Araranguá/SC.
Atualizado em 7 de novembro de 2026. Conteúdo informativo, sem consultoria individual e sem oferta de serviços.

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