Entrevistador bateu à sua porta? Pesquisa Nacional de Saúde Mental volta às casas; saiba conferir
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Por que você pode receber essa visitaComo conferir se é legítimoSeus direitos durante a entrevistaOs números até agoraPesquisa não substitui atendimentoPerguntas frequentesFontesPor que você pode receber essa visita
Alguém com tablet na mão bateu à sua porta dizendo que faz uma pesquisa de saúde mental? Pode ser verdade. E há como conferir antes de responder.
O Ministério da Saúde informou em 5 de novembro de 2026 que os entrevistadores voltaram às casas em todo o país. A coleta tinha sido interrompida durante o período eleitoral.
A pesquisa é coordenada pelo ministério com a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), e o trabalho de campo cabe à Ipsos-Ipec. O objetivo declarado é mapear a saúde mental dos adultos brasileiros para orientar políticas públicas.
Como conferir se é legítimo
Três passos ajudam a separar a pesquisa de um golpe.
1. Peça a identificação profissional antes de abrir a porta. O ministério diz que os entrevistadores carregam documentação institucional e que qualquer pessoa pode e deve fazer esse pedido. 2. Consulte o portal de pesquisas da Ipsos (brasil.ipsoslatam.com/PortalPesquisas), usando o código PNSM. Essa é a verificação indicada em nota divulgada em setembro pela Agência Gov. A página do projeto é pnsm-brasil.com.br. 3. Desconfie de qualquer cobrança. Segundo o ministério, a equipe "nunca pede dinheiro, pagamento ou dados bancários".
Se o pedido de pagamento surgir, encerre o contato e registre a ocorrência na polícia.
Seus direitos durante a entrevista
A participação é voluntária e depende do seu consentimento. A entrevista é presencial, feita em tablet, e você pode interrompê-la ou deixar de responder a qualquer pergunta.
Em cada casa selecionada, só uma pessoa de 18 anos ou mais responde, escolhida por sorteio. Se ela não puder falar naquela hora, dá para marcar outro horário.
Quanto ao sigilo, a Ipsos afirma que os dados são tratados de forma anônima, em respeito às resoluções do Conselho Nacional de Saúde, e que o projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Ufes.
Os números até agora
Desde o início da coleta, em 23 de março, foram 1.062 entrevistas em 173 municípios, segundo a nota de novembro. O plano é bem maior. A Ipsos fala em mais de 16 mil domicílios sorteados, e a nota de setembro projeta cerca de 10 mil entrevistas válidas ao final.
As fontes oficiais divergem num ponto: em setembro, a Agência Gov mencionava atividades em 197 municípios, número maior que os 173 de novembro. As notas não explicam a diferença, que pode vir de critérios distintos de contagem.
O ministério explica por que cada resposta pesa. A amostra foi definida para representar adultos de todas as regiões, e quem foi sorteado e não participa não tem como ser substituído por outra pessoa com as mesmas características.
Pesquisa não substitui atendimento
As fontes tratam a entrevista como levantamento de dados, não como consulta. Quem sente que precisa de ajuda em saúde mental pode procurar a unidade básica de saúde da sua região. Em situação de risco imediato, o caminho é um serviço de urgência.
Para quem tem plano de saúde, as regras de sessões e internação estão no guia de cobertura de psicólogo e psiquiatra.
Perguntas frequentes
Sou obrigado a responder?
Não. A participação é voluntária e só começa com o consentimento. Também é possível interromper a entrevista ou não responder a uma pergunta.
Como saber se o entrevistador é verdadeiro?
Peça a identificação profissional antes de abrir a porta. O Ministério da Saúde indicou o portal de pesquisas da Ipsos, com o código PNSM, para conferir a identidade.
Quem responde dentro da casa?
Uma pessoa de 18 anos ou mais, escolhida por sorteio. Se ela não puder atender naquele momento, a entrevista pode ser agendada para outro horário.
Outra pessoa pode responder no lugar da sorteada?
O ministério diz que, quando a pessoa sorteada não participa, não há como substituí-la por outra com as mesmas características. Mesmo assim, responder continua sendo opcional.
A entrevista serve como consulta?
As fontes descrevem a pesquisa como levantamento para orientar políticas públicas, não como atendimento. Quem precisa de cuidado deve procurar uma unidade de saúde.
E se pedirem Pix ou dados do banco?
O ministério afirma que a equipe nunca pede dinheiro, pagamento ou dados bancários. Por isso, o mais seguro é não informar nada e encerrar o contato.
Fontes
Atualizado em 6 de novembro de 2026. Conteúdo informativo, sem consultoria individual e sem oferta de serviços.
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