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"Pediram dinheiro por cirurgia de mama no SUS? DF alerta para falso mutirão e reforça a gratuidade"

Resposta rápidaA Secretaria de Saúde do DF reforçou em 6 de novembro de 2026 que nenhum atendimento do SUS pode ser cobrado, após relatos de transferências por supostas cirurgias de mama em mutirões do Outubro Rosa. Segundo o NC News, ao menos 30 mulheres dizem ter pago de R$ 1 mil a R$ 3 mil, e a Polícia Civil apura o caso como suspeita de estelionato.
Neste artigoO que o DF alertouComo o esquema foi descritoTrês sinais para desconfiarOnde denunciarPerguntas frequentesFontes

O que o DF alertou

Alguém pediu dinheiro para garantir sua cirurgia pelo SUS? A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) voltou ao assunto em 6 de novembro de 2026, com um aviso direto: nenhum atendimento do SUS pode ser cobrado.

A nota, divulgada pela Agência Brasília, cita vítimas que relataram transferências por supostas cirurgias de mama em falsos mutirões da campanha Outubro Rosa. A denúncia foi encaminhada à Ouvidoria-Geral do DF.

Como o esquema foi descrito

O NC News publicou detalhes em 2 de novembro. Segundo a reportagem, um projeto chamado "Renova Mama, Um Recomeço" usava a campanha para divulgar cirurgias de redução de mama e implantes.

As participantes ouviam que o procedimento era gratuito, mas que precisavam pagar antes pelos materiais. Ao menos 30 mulheres dizem ter pago de R$ 1 mil a R$ 3 mil.

As cirurgias seriam feitas no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), e o nome do hospital e de médicos conhecidos teria sido usado sem autorização. Algumas mulheres procuraram os médicos e descobriram que não havia nenhum agendamento em seu nome.

Segundo o NC News, a Polícia Civil do DF apura as denúncias como suspeita de estelionato. A pessoa apontada como responsável pela divulgação nega o golpe e diz que também foi enganada. Não há conclusão da investigação nas fontes consultadas.

Três sinais para desconfiar

Algumas situações merecem atenção imediata.

  • Pagamento para ter vaga. A SES-DF orienta a não pagar para garantir lugar, furar fila ou acelerar consulta e cirurgia.
  • Pix, depósito ou dinheiro vivo. A recomendação da secretaria é "nunca realize transferências bancárias, pagamentos via PIX, depósitos ou quitações em dinheiro vivo".
  • Contato por aplicativo ou telefone. A secretaria pede denúncia de abordagens por mensagem e de ligações em nome de profissionais de saúde.

Há também um modo simples de conferir o caminho. No DF, a SES-DF explica que o acesso segue o Complexo Regulador em Saúde, a partir do encaminhamento feito pela Unidade Básica de Saúde. Por isso, uma boa precaução é perguntar na sua UBS antes de qualquer conversa sobre dinheiro.

Onde denunciar

Duas portas estão abertas no DF, segundo a secretaria.

Ouvidoria-Geral do GDF: telefone 162 ou plataforma Participa DF.

Polícia Civil do DF: Disque-Denúncia 197, WhatsApp institucional ou qualquer delegacia.

Além desses canais, uma orientação geral para quem já pagou: reúna comprovantes, conversas e anúncios, porque esse material ajuda no registro da ocorrência. A Defensoria Pública é um caminho para quem precisa de orientação jurídica gratuita e se enquadra nos critérios dela.

Golpes que usam o nome de profissionais de saúde também apareceram em outro caso recente coberto aqui: a operação do MP-SP contra vídeos falsos de Drauzio Varella.

Perguntas frequentes

O SUS pode cobrar material de cirurgia?

A Secretaria de Saúde do DF afirma que nenhum atendimento do SUS pode ser cobrado, e o alerta inclui cirurgias. O pedido de pagamento antecipado por materiais foi o que as vítimas relataram, segundo o NC News.

Como as vagas de cirurgia funcionam no DF?

Segundo a secretaria, o acesso segue fluxos regulados pelo Complexo Regulador em Saúde, a partir do encaminhamento das Unidades Básicas de Saúde.

Onde denunciar no DF?

Na Ouvidoria-Geral do GDF, pelo 162 ou pela plataforma Participa DF, e na Polícia Civil, pelo Disque-Denúncia 197 ou em qualquer delegacia.

Paguei. O que faço primeiro?

Como cuidado prático, guarde comprovantes, conversas e anúncios e registre a ocorrência na polícia. Se o pagamento foi feito por transferência, avise também o seu banco o quanto antes.

O caso já tem culpado definido?

Não. Segundo o NC News, a Polícia Civil apura as denúncias como suspeita de estelionato, e a pessoa apontada como responsável pela divulgação nega o golpe e diz que também foi enganada.

Fontes

Revisão jurídica: Matheus Lorenzen do Amaral, advogado (OAB/RS 90.061 e OAB/SC 74.552), Araranguá/SC.
Atualizado em 6 de novembro de 2026. Conteúdo informativo, sem consultoria individual e sem oferta de serviços.

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