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"Quem tem plano individual: modalidade cai 2,99 por cento em 12 meses; setor soma 53,1 milhões"

Resposta rápidaOs planos médico-hospitalares somavam 53.108.097 beneficiários em setembro de 2026, segundo a ANS, alta de 0,83 por cento em 12 meses. O crescimento veio dos coletivos empresariais, com mais 1,92 por cento. Os individuais recuaram 2,99 por cento, e os coletivos por adesão, 0,65 por cento. Os dados podem mudar, porque as operadoras revisam as informações todo mês.
Neste artigoO retrato de setembroQuem sobe e quem desceEntradas e saídas de vínculosOdontológicos crescem maisEstados em destaqueComo consultar os dadosPerguntas frequentesFontes

O retrato de setembro

Nos planos médicos, só os coletivos empresariais cresceram em 12 meses. É o que indica o balanço de setembro de 2026, publicado pela ANS em 5 de novembro.

Os planos de assistência médica chegaram a 53.108.097 beneficiários. A ANS avisa que a conta é de vínculos, porque uma mesma pessoa pode ter mais de um plano. Em um mês, a alta foi de 0,02 por cento. Em 12 meses, de 0,83 por cento.

Quem sobe e quem desce

A diferença entre os tipos de contrato é o dado mais importante para o consumidor.

Tipo de plano médicoEm 1 mêsEm 12 meses
Coletivo empresarial+0,15 por cento+1,92 por cento
Individual ou familiar-0,59 por cento-2,99 por cento
Coletivo por adesão-0,0002 por cento-0,65 por cento

Por que isso importa? Porque cada tipo segue regras diferentes de reajuste. O teto definido pela ANS vale para os individuais, que estão encolhendo. O nosso guia de reajuste do plano de saúde separa as regras de cada modalidade.

O balanço só mostra os números. A ANS não aponta, nessa nota, o motivo da queda dos individuais.

Entradas e saídas de vínculos

Nos 12 meses até setembro, os planos médicos tiveram 15.959.930 adesões e 15.520.491 cancelamentos. A taxa de rotatividade ficou em 29,47 por cento. A ANS ressalta que esses números incluem transferência de carteira, encerramento de contrato coletivo e óbito, então não medem apenas a decisão de trocar de plano.

Quem pensa em trocar de plano pode avaliar a portabilidade, que a ANS define como a contratação de novo plano sem cumprir novos períodos de carência. O guia de portabilidade explica os requisitos.

Odontológicos crescem mais

Os planos exclusivamente odontológicos somaram 37.383.196 vínculos, com alta de 0,52 por cento no mês e de 7,01 por cento em 12 meses.

Aqui há uma ressalva. A taxa de rotatividade do segmento foi de 63,03 por cento, mas cai para 37,11 por cento sem a transferência de carteira da Bradsaude para a Mediservice, que envolveu cerca de 9 milhões de beneficiários. Ou seja, boa parte do movimento foi uma mudança de empresa, não uma decisão de consumidores.

Estados em destaque

Os planos médicos cresceram em 14 das 27 unidades da federação em 12 meses. A ANS destaca:

  • Rio Grande do Norte: 4,63 por cento;
  • Distrito Federal: 3,03 por cento;
  • Espírito Santo: 2,94 por cento;
  • Amazonas: 2,45 por cento;
  • Tocantins: 2,05 por cento.

Nos odontológicos, as maiores altas foram no Maranhão (15,50 por cento), no Distrito Federal (11,33 por cento) e no Piauí (10,11 por cento).

Como consultar os dados

A nota da ANS indica a Sala de Situação para consultar os números do setor. Vale um cuidado: os dados podem ser alterados depois, porque as operadoras fazem revisões mensais.

Perguntas frequentes

Quantos beneficiários têm plano de saúde no Brasil?

A ANS registrou 53.108.097 em assistência médica em setembro de 2026. O número conta vínculos, pois uma pessoa pode ter mais de um plano. Nos exclusivamente odontológicos, são 37.383.196 vínculos.

Qual tipo de plano mais cresceu?

Entre os médicos, os coletivos empresariais, com alta de 1,92 por cento em 12 meses. Os individuais e os coletivos por adesão recuaram.

O que é a taxa de rotatividade?

É o indicador de movimento de entradas e saídas divulgado pela ANS. Nos planos médicos, ficou em 29,47 por cento nos 12 meses até setembro.

Em quais estados os planos médicos mais cresceram?

A ANS destaca Rio Grande do Norte (4,63 por cento), Distrito Federal (3,03), Espírito Santo (2,94), Amazonas (2,45) e Tocantins (2,05), em 12 meses.

Esses números são definitivos?

Não. A ANS avisa que podem sofrer alterações retroativas, pois as operadoras fazem revisões mensais.

Fontes

Revisão jurídica: Matheus Lorenzen do Amaral, advogado (OAB/RS 90.061 e OAB/SC 74.552), Araranguá/SC.
Atualizado em 6 de novembro de 2026. Conteúdo informativo, sem consultoria individual e sem oferta de serviços.

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