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Mancha na pele e pouco especialista por perto: SUS testa IA com acerto de cerca de 80 por cento

Resposta rápidaO Ministério da Saúde e o Einstein Hospital Israelita estão desenvolvendo o CUTIS-AI, um aplicativo com inteligência artificial que ajuda profissionais da atenção básica a identificar sete doenças de pele, como hanseníase, esporotricose e leishmaniose cutânea. A taxa de acerto informada é de cerca de 80 por cento. A ferramenta ainda está em estudo, não substitui a avaliação clínica e não tem data divulgada para chegar às unidades do SUS. A informação foi divulgada pela Agência Brasil em 4 de novembro de 2026.
Neste artigoO que foi anunciadoQuais doenças estão no alvoOs números até agoraO que muda para o paciente hojePerguntas frequentesFontes

O que foi anunciado

O Ministério da Saúde e o Einstein Hospital Israelita desenvolvem o CUTIS-AI, um sistema de inteligência artificial para ajudar profissionais da rede pública a fazer a triagem de doenças de pele. A informação foi divulgada pela Agência Brasil em 4 de novembro de 2026.

A ferramenta junta fotos das lesões com dados clínicos, epidemiológicos e sociodemográficos do paciente. Segundo a reportagem, ela funciona sem conexão com a internet e foi desenhada a partir de entrevistas com profissionais da atenção básica.

Quais doenças estão no alvo

São sete condições:

  • esporotricose;
  • leishmaniose cutânea;
  • hanseníase;
  • cromoblastomicose;
  • lobomicose;
  • tuberculose cutânea;
  • lesões por picada de aranha-marrom (loxoscelismo).

Segundo Isabelle Carvalho, cientista de dados do Einstein, o CUTIS-AI foi criado para ampliar a capacidade de identificação dessas doenças, especialmente em regiões com menos especialistas e na Atenção Primária à Saúde, a porta de entrada do SUS.

Os números até agora

O estudo já analisou cerca de 1,4 mil pacientes e mais de 4 mil imagens de lesões. A taxa de acerto divulgada é de cerca de 80 por cento.

Duas ressalvas importam. A primeira: segundo o Piranot, esse número vem da equipe do projeto, nesta fase, e não equivale a eficácia clínica comprovada. A segunda: o aplicativo é apoio ao profissional e não substitui a avaliação clínica.

O secretário de Vigilância em Saúde e Ambiente do ministério, Fabiano Geraldo Pimenta Junior, disse que "a qualidade e a diversidade dos dados são fundamentais". Ele defendeu uma base brasileira, com diferentes fototipos de pele, regiões, condições de vida e perfis epidemiológicos, porque uma tecnologia desenvolvida com uma população pode não ter o mesmo desempenho em outra.

O que muda para o paciente hoje

A ferramenta ainda não está disponível nas unidades. O CUTIS-AI está em estudo, é feito para equipes de saúde e não teve data de chegada divulgada. Também não foi informada a situação regulatória.

Quem tem uma lesão de pele que não melhora não precisa esperar o aplicativo. A unidade básica de saúde é o lugar para a primeira avaliação. No caso da hanseníase, o Ministério da Saúde lista como sinais manchas com alteração de sensibilidade ao calor, ao frio, à dor ou ao toque, formigamento nas mãos e nos pés e áreas com menos pelos e suor. O diagnóstico é feito principalmente por exame clínico, casos duvidosos podem ser encaminhados a unidades de maior complexidade, e o tratamento, inclusive os remédios, é gratuito pelo SUS.

Perguntas frequentes

Quais doenças o CUTIS-AI tenta identificar?

Esporotricose, leishmaniose cutânea, hanseníase, cromoblastomicose, lobomicose, tuberculose cutânea e lesões causadas por picada de aranha-marrom (loxoscelismo), segundo a Agência Brasil.

Já posso usar o aplicativo?

Não. A ferramenta está em fase de estudo e é feita para profissionais de saúde, não para o paciente. Não foi divulgada data para chegar à rede pública.

O que significa acerto de 80 por cento?

É o número divulgado nesta fase do estudo. Segundo o Piranot, ele vem da equipe do projeto e não equivale a eficácia clínica comprovada. A ferramenta é apenas apoio ao profissional.

Quantos pacientes foram estudados?

Cerca de 1,4 mil pacientes e mais de 4 mil imagens de lesões, segundo a Agência Brasil.

E se eu tiver uma mancha com alteração de sensibilidade agora?

Procure a unidade básica de saúde. O Ministério da Saúde lista manchas com alteração de sensibilidade ao calor, ao frio, à dor ou ao toque entre os sinais de hanseníase, e o tratamento da doença é gratuito no SUS.

Fontes

Revisão jurídica: Matheus Lorenzen do Amaral, advogado (OAB/RS 90.061 e OAB/SC 74.552), Araranguá/SC.
Atualizado em 5 de novembro de 2026. Conteúdo informativo, sem consultoria individual e sem oferta de serviços.

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