SUS começa a oferecer nove medicamentos contra o câncer em 20 centros de tratamento
Neste artigo
O anúncioOs nove medicamentos e as indicaçõesNúmeros do anúncioOutros anúncios do mesmo diaO que isso muda para o pacienteO que ficou sem confirmaçãoPerguntas frequentesFontesO anúncio
Em 20 de outubro de 2026, em São Paulo, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou o início da oferta de nove medicamentos oncológicos no Sistema Único de Saúde. A informação é do Ministério da Saúde, segundo O Liberal e a Agência Brasil.
A primeira etapa ocorre em 20 centros de tratamento nas cinco regiões do país. A expansão para as demais unidades habilitadas está prevista até o fim do ano.
Os nove medicamentos e as indicações
- Trastuzumabe: câncer de estômago ou da junção esofagogástrica.
- Abemaciclibe: câncer de mama precoce ou avançado e metastático.
- Acetato de lanreotida: tumores neuroendócrinos.
- Pazopanibe: câncer renal de células claras metastático.
- Rituximabe: leucemia linfocítica crônica e linfomas folicular e difuso.
- Abiraterona: câncer de próstata, conforme a indicação clínica.
- Gefitinibe: câncer de pulmão de não pequenas células, em primeira linha.
- TSH recombinante (alfatirotropina): câncer diferenciado de tireoide, com indicação de iodo radioativo.
- Sunitinibe: câncer renal de células claras metastático e tumor estromal gastrintestinal (GIST) avançado ou metastático após falha ao imatinibe.
Números do anúncio
- Custo anual dos nove medicamentos: R$ 155,4 milhões, para mais de 116 mil pessoas, segundo o ministério.
- Meta de 23 novos fármacos oncológicos até o fim de 2026. O ministério fala em atender 100 por cento da demanda dos nove medicamentos iniciais.
- Investimento estimado em R$ 4 bilhões por ano.
A Agência Brasil acrescenta que a primeira fase envolve unidades em 16 estados e no Distrito Federal, entre eles São Paulo, Paraná, Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí, Pará, Amazonas, Rio de Janeiro, Paraíba, Minas Gerais, Goiás, Rondônia, Rio Grande do Sul, Tocantins e Sergipe.
Segundo a reportagem, o governo comprou diretamente e negociou 10 medicamentos, organizou compra conjunta, por meio dos estados, para 9 e aumentou repasses para custear outros 4 nos serviços de oncologia.
Outros anúncios do mesmo dia
A reportagem da Agência Brasil lista ainda 400 mil testes de pesquisa de sangue oculto nas fezes para pessoas de 50 a 75 anos, rastreamento de câncer do colo do útero por teste de DNA do HPV (R$ 2,7 milhões por ano para mais de 131 mil testes) e cobertura pública de cirurgia videotoracoscópica oncológica.
O que isso muda para o paciente
Os textos consultados não explicam como o paciente confirma se o seu centro de tratamento já recebeu o medicamento. Nem trazem portaria ou lista de centros. Por isso, a orientação é perguntar à equipe de oncologia que acompanha o caso se o serviço já foi habilitado e qual é o fluxo de solicitação.
Para entender os caminhos de acesso a remédios caros, tanto pelo SUS quanto pelo plano, o guia sobre medicamento de alto custo no plano e no SUS explica o Componente Especializado da Assistência Farmacêutica e os critérios do STF.
O que ficou sem confirmação
Os dados vêm do Ministério da Saúde, por reportagens. Este site não localizou a portaria que formaliza a oferta. As datas de chegada nos demais centros dependem do cronograma do ministério e não constam das fontes.
Perguntas frequentes
Quais são os nove medicamentos?
Trastuzumabe, abemaciclibe, acetato de lanreotida, pazopanibe, rituximabe, abiraterona, gefitinibe, TSH recombinante (alfatirotropina) e sunitinibe.
Onde começa a oferta?
Em 20 centros de tratamento das cinco regiões, em 16 estados e no Distrito Federal, segundo a Agência Brasil. As demais unidades habilitadas devem receber até o fim do ano.
Qualquer paciente pode pedir?
Cada medicamento é indicado para situações específicas, como a lista abaixo. A indicação é do médico que acompanha o paciente, no serviço de oncologia.
Quantos medicamentos o governo promete até dezembro?
Segundo a reportagem da Agência Brasil, 23 novos fármacos oncológicos até o fim do ano. O ministério fala em atender 100 por cento da demanda dos nove medicamentos iniciais.
Qual o investimento previsto?
A estimativa do ministério é de cerca de R$ 4 bilhões por ano para o conjunto. Os nove medicamentos iniciais custam R$ 155,4 milhões por ano.
Fontes
Atualizado em 20 de outubro de 2026. Conteúdo informativo, sem consultoria individual e sem oferta de serviços.
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