Covid grave dá sinais de alta em MT, DF, SP, RJ e SC; Fiocruz vê incidência ainda baixa no país
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O que o boletim encontrouA Covid é o vírus que mais pesa?Quem é mais afetadoO que fazer com essa informaçãoPerguntas frequentesFontesO que o boletim encontrou
A Fiocruz publicou em 5 de novembro de 2026 o boletim InfoGripe referente à Semana Epidemiológica 43, de 25 a 31 de outubro. O monitoramento acompanha a síndrome respiratória aguda grave, a SRAG.
Duas informações precisam ser lidas juntas. A primeira é que há sinais de aumento de casos graves de Covid em cinco unidades da federação: Mato Grosso, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. A segunda é que a incidência da doença continua baixa em todas as faixas etárias. Nas quatro últimas unidades citadas, ela está em níveis muito baixos.
Em Mato Grosso, o boletim diz que a alta da SRAG é impulsionada principalmente pelo Sars-CoV-2.
A Covid é o vírus que mais pesa?
Não. Nas últimas quatro semanas analisadas, a divisão dos casos positivos foi esta:
| Vírus | Casos positivos | Mortes entre os positivos |
|---|---|---|
| Rinovírus | 50,1 por cento | 43 por cento |
| Vírus sincicial respiratório | 10,1 por cento | 3,8 por cento |
| Sars-CoV-2 | 8,5 por cento | 24,1 por cento |
| Influenza B | 4,7 por cento | 12,7 por cento |
| Influenza A | 4,2 por cento | 1,3 por cento |
A tabela mostra um contraste. A Covid responde por uma fatia pequena dos casos, mas por cerca de um quarto das mortes com vírus identificado no período.
O metapneumovírus também cresce, principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro, em Santa Catarina e Paraná, e na Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Sergipe. A publicação da Fiocruz não informa a participação dele entre as mortes, observa o Metrópoles.
Quem é mais afetado
O boletim separa dois grupos, olhando a SRAG em geral. A incidência é mais alta em crianças de até 2 anos, associada sobretudo a rinovírus, vírus sincicial respiratório e metapneumovírus. Já a mortalidade atinge mais a população a partir de 65 anos.
Entre as capitais, com dados até a Semana 42, Aracaju e João Pessoa aparecem com atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, e sinal de crescimento na tendência de longo prazo.
O que fazer com essa informação
Sobre a Covid, a recomendação da Fiocruz é direta. A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, que produz o InfoGripe, afirma que é "essencial" que os grupos prioritários estejam em dia com a vacina.
A Fiocruz também avisa que, como o cenário inclui as oito últimas semanas epidemiológicas, a incidência e a mortalidade estão sujeitas a alterações. Para saber se há orientação específica na sua cidade, consulte a secretaria municipal de saúde.
Perguntas frequentes
Quais estados têm sinal de alta da Covid grave?
Mato Grosso, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina, segundo o InfoGripe de 5/11/2026. Nos quatro últimos, a incidência está em níveis muito baixos.
A Covid é o principal vírus nos casos graves agora?
Não. Nas últimas quatro semanas, o rinovírus respondeu por 50,1 por cento dos casos positivos, e o Sars-CoV-2, por 8,5 por cento.
Quem é mais atingido?
Considerando a SRAG em geral, a incidência é maior em crianças de até 2 anos, e a mortalidade pesa mais a partir dos 65 anos, de acordo com a Fiocruz.
Quais capitais estão em atenção?
Aracaju e João Pessoa têm atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo, até a Semana 42.
O que a Fiocruz recomenda sobre a Covid?
Que as pessoas dos grupos prioritários estejam em dia com a vacina, apontada como a principal forma de prevenir casos graves e mortes.
Fontes
Atualizado em 7 de novembro de 2026. Conteúdo informativo, sem consultoria individual e sem oferta de serviços.
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